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Judô na Educação Infantil

Os Benefícios do Judô na Educação Infantil trabalha a importância do Judô nessa fase da vida. São apresentadas neste estudo a importância desse esporte no processo de desenvolvimento, da capacidade física, intelectual e moral nessas crianças, onde se aprofunda na relação interpessoal entre o aluno e professor.

    Este tema é interessante, pois o esporte nessa faixa etária é pouco trabalhado em escolas e, quando trabalhado, na maioria das vezes, é como atividades extracurriculares, onde nem todas as crianças participam. Para a sociedade, os esportes de combate na educação infantil não exploram o lúdico e sim influenciam a violência, mas, para os educadores e estudiosos nessa área, eles auxiliam na formação cognitiva, afetiva e motora das crianças, além de promoverem a interação entre elas. Serão duas instituições de ensino nas quais iremos apontar suas diferenças sobre a prática do Judô na educação infantil.

    O principal conceito abordado foi o próprio significado da palavra Judô, o qual em japonês, JU, significa Caminho e DÔ, Suave. (Caminho Suave). Assim formulamos uma idéia de esporte saudável, sem incitação à violência e que, no entanto pode ser praticado não apenas por crianças, mas por qualquer outra faixa etária.

    O presente trabalho será realizado através da observação e questionários aos alunos, pelo método qualitativo.

    A importância desse estudo a que se propõe é promover o bem comum pela transformação do individuo ao meio em que ele está inserido, e que se pode adquirir qualidades mais favoráveis à vida do homem, sob três aspectos: 1- Condicionamento físico; 2- Espírito de Luta e 3- Atitude moral autêntica.

Condicionamento Físico: Obtido pela prática do esporte que exige esforço físico de forma ordenada e metódica para proporcionar um corpo forte e saudável, prevenindo de doenças e condicionando-o a reagir reflexivamente para evitar acidentes;

Espírito de Luta: O indivíduo se torna mentalmente, condicionado a proteger seu próprio corpo em circunstâncias difíceis, defendendo-se quando ameaçado. Adquire autoconfiança e autocontrole; portanto o Judô é uma arte para sua autodefesa;

Atitude Moral Autêntica: Induz a Humildade, através do rigor do treinamento, que proporciona a perseverança, tolerância, cooperação, generosidade, respeito, coragem, compostura e cortesia.

    Quando falhas do conhecimento social e de moralidade constituem-se em problemas, um método de ensinar a cortesia entre as pessoas e melhorar a atitude social, torna-se importante e, por isso, o Judô desempenha um papel relevante nesse contexto, como instrumento de formar e lapidar os verdadeiros caracteres morais do ser humano.

    Assim, visa o continuo aprimoramento como judoca para a perfeição:

Disciplina;

Respeito;

Educação;

Condicionamento Físico;

Técnica e

Humildade.

    Sendo assim, a prática bem orientada do Judô proporciona calma, paz de espírito, dignidade, compaixão e amor ao próximo. Condições essenciais para uma vida próspera e coberta de satisfação. (GODIM, 2007, p. 15).

    É importante divulgar os fundamentos e a verdadeira ética desse esporte para o crescimento do mesmo, a pais, professores, atletas e por fim, a toda comunidade.

O ensino do judô para crianças

    A criança deve ter prazer naquilo que faz para não se tornar uma pessoa entediada, estressada; deve brincar e suas atividades serem feitas através da recreação.

    Segundo Kishimoto (1997, p. 68), “[...] A criança deve desenvolver habilidades para interagir positivamente com seu meio natural e social e incorporá-lo em sua vida diária, com os objetivos de: “Ter prazer em experimentar fenômenos e eventos da natureza, por meio de brincadeiras; brincar pela experimentação e criar com coisas que a cercam; desenvolvendo interesse por brinquedos e coisas feitas pelo homem [...]”.

    Virgilio (1986, p.69) lembra que no Judô “entre 6 a 10 anos de idade, as crianças devem receber ensino todo especial, baseado em recreação, sem impingir-lhes formas ou técnicas”.

    Para as aulas de educação física especificamente, o Judô pode trazer algum conhecimento a respeito de características do senso comum. Idéias como: “Esporte é Saúde’’, “esporte como solução para retirar crianças e jovens das drogas’’, “esporte ajuda no desenvolvimento da inteligência”, circulam pelos meios de comunicações, ou até mesmo em projetos governamentais. Outro ponto a considerar é a referência predominante da prática na atual sociedade, fortemente centrada no esporte de alto rendimento e em valores como o individualismo e a competição.

    Uma iniciação desportiva eficiente não requer um professor que tenha um conhecimento técnico específico aprofundado e sim, aquele que tiver maior habilidade no trabalho com os objetivos determinados. Os professores também têm que se conscientizar que existem diferenças na metodologia de um trabalho visando o desempenho desportivo. Para a formação da criança, deve haver um discernimento de que a escola não é um prolongamento de sua academia ou de um clube. Os detalhes técnicos não fazem parte de uma iniciação desportiva Infantil, onde a criança, além de não ter a capacidade de percepção para absorvê-los, tem prioridades muito mais importantes para o seu desenvolvimento. (MORIMOTO, 2006, p. 13), “[...] O Judô não é apenas uma luta desportiva, ou um sistema invencível de ataque e defesa. Antes de tudo é um processo de educar a mente, o corpo e a moral, portanto é EDUCAÇÃO [...]”.

    O professor deve ter em mente que é um educador, que deve formar pessoas de bem; no Judô, em casa, na escola, ou em qualquer lugar. Sua função é que a criança saia de sua aula com uma formação saudável, tornando-se assim um adulto saudável e integro. Virgilio (1986, p.69) ressalta, ‘’temos que chamar a atenção para o fato que o professor é uma peça muito importante do jogo educativo e da integração da criança na sociedade’’.

    Destacando, assim que o professor é a peça principal na formação de seu aluno.

    Devemos nos lembrar que cada indivíduo tem uma diferença em relação à maturidade biológica. Cada um desenvolve no seu tempo, por fatores internos ou externos no meio no qual esta inserido.

    Na educação física podemos notar modificações, alterações, geralmente na fase da pré-puberdade a puberdade, pois é onde ocorre um crescimento acelerado do organismo todo.

    Cazzarato & Costa (1991), nos mostram quatro fases do desenvolvimento infantil que devemos observar:

Primeira fase: De 0 a 1 ano, fase do ‘’conhecimento’’, onde ocorre o aparecimento de padrões neurológicos. Nesta fase recomenda-se o desenvolvimento da psicomotricidade, o reconhecimento do meio aquático, do terrestre e aéreo.

Segunda fase: De 1 a 6 anos, fase do desenvolvimento neuropsíquico motor com o estabelecimento da coordenação motora fina: andar, saltar, pular, cair, arremessar e pegar.

Terceira fase: De 6 a 12 anos, fase do desenvolvimento em conjunto do organismo, o crescimento ósseo e miotendinoso, o psíquico mental. Recomenda-se o início em escolas de esporte, para aquisição de conhecimento de várias modalidades esportivas. A partir dos 10 anos, sugere-se iniciar atividades mais específicas, como natação, ginástica olímpica, corridas e saltos.

Quarta fase: 12 a 18 anos, fase do desenvolvimento final do padrão físico, onde se recomenda o início da prática de algum esporte competitivo, que irá aprimorar definitivamente a coordenação motora, flexibilidade, velocidade, força e a resistência.

    A partir dessas fases, nosso objetivo será ampliar o vocabulário motor através de atividades lúdicas, o jogo. Logo em seguida o objetivo será fazer com que a criança conheça o maior número de modalidades através dos jogos desportivos. E em um terceiro momento é que trabalharemos com a especialização, com o esporte competitivo.

    Lima (2003, p. 24), declara que “de acordo com o estudo do desenvolvimento psicomotor da criança, aconselha-se que as atividades de iniciação sejam aplicadas de forma lúdica e bastante generalizadas em termos de movimentos básicos do Judô, visando o estímulo ao desenvolvimento das habilidades motoras básicas (movimentos naturais)’’.

    Conclui-se assim que cada faixa etária tem suas características específicas e especiais do desenvolvimento que devem ser respeitadas. Para cada fase deve ser trabalhada uma metodologia diferente, levando a criança ou adolescente a ter um prazer e bem estar, nas atividades.

    “(...) a Educação Física e a educação psicomotora são instrumentos importantíssimos na construção do caráter educativo das crianças, pois percebemos que a criança tem seus primeiros contatos com a aprendizagem de forma lúdica, provavelmente terá a chance de desenvolver-se de forma mais integrada dentro do processo educativo e estará fortalecido para lidar com os medos e frustrações inerentes ao processo do aprender.” (FELIX, 2005, p.9)

FONTE: http://www.efdeportes.com/efd175/os-beneficios-do-judo-na-educacao-infantil.htm

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